Já foi o tempo daquela parede sem nenhuma bossa não é mesmo? Aquela coisa toda “clean”, sem nada, sem emoção.

Estamos vivendo um momento muito especial no universo da decoração, onde o resgate de nossas memórias afetivas e objetos mega pessoais têm tido um destaque considerável na vida atribulada que vivemos. Isso sem falar na presença influente do mundo virtual no cotidiano da gente, que acaba criando uma realidade paralela em nossas vidas, tirando o nosso interesse dos espaços reais que são os cenários dos momentos da vida de cada pessoa.

Por isso que decorar as paredes com imagens que representem nossa história, que digam algo sobre nós mesmos, que expressem nossa personalidade; passam a ter tanta importância num ambiente. E o destaque fica pro que é mais personalizado como: fotos de família, adesivos com frases de efeito, postais, pôsteres e tudo aquilo que remeta as coisas e emoções que curtimos.

Digo isto porque me peguei nessa situação um dia desses, quando mandei enquadrar alguns desenhos antigos e fotografias “fine art” para dispor na parede de casa. O resultado ficou super orgânico e aconchegante, fazendo com que todos os visitantes perguntem sobre cada foto, conversem sobre viagens e acontecimentos da minha vida e conseqüentemente das deles próprios. Casa com cara de galeria da nossa história pessoal. Isso é tendência, isso é o “que pega”.

Acho incrível essa troca de energias e de conhecimento, que pode ser regada por um bom vinho e valorizada com comidinhas gostosas ao redor de uma mesa aconchegante.

Pra mim, casa tem que ter esse jeito: de lugar pra compartilharmos tudo o que gostamos, pra cultivar amizade e bons momentos. Por isso parede pelada não é legal: porque não tem nada pra contar. O que fica é a história contada, e isto não tem preço.

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