Retrofit – A arte de renovar

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Rua Bahia - depois / Foto Luis Gomes

Retrofit: Processo de revitalização de antigos estabelecimentos ganha espaço no mercado

 

Customizar, adaptar e melhorar são sinônimos de um termo que vem sendo bastante utilizado por arquitetos, construtores e decoradores. A técnica é basicamente uma reforma que além de modernizar (acabamentos e infraestrutura), busca também readequar a novas necessidades de mercado, dos próprios usuários e também às novas normas e legislação. Umas das motivações principais desse procedimento deve ser trazer conforto, segurança e funcionalidade aos usuários, mas mantendo a viabilidade econômica para o investidor.

Inventada e desenvolvida na Europa, a prática do retrofit ganhou o mercado devido à quantidade de edifícios antigos e históricos, pois nesses países a rígida legislação não permite que o acervo arquitetônico seja substituído.

A dupla de arquiteto e designer de interiores, Samy e Ricky Dayan utilizaram o retrofit a primeira vez no ano de 2008, em um condomínio no bairro de Higienópolis. “O prédio tinha um térreo amplo com uma extensa área de lazer e convívio, mas estava ‘detonado’ e precisava de uma reforma. Além disso, alguns conceitos antigos não funcionavam mais e estavam desatualizados no que se refere segurança e conforto dos moradores”, conta Samy.

Os profissionais criaram uma guarita blindada no alinhamento da calçada, para que o porteiro pudesse se comunicar com o exterior de forma mais segura e direta; um acesso direto do veículo para a garagem, seguindo a nova demanda de segurança em condomínios. Além disso, todo térreo foi repaginado, renovando os acabamentos, valorizando os espaços de piscina, churrasqueira, hall, salão de festas, quadra, playground e paisagismo, e principalmente renovando a impermeabilização da laje do térreo, corrigindo assim os pontos de infiltração no subsolo.

Rua Bahia - antes (5)
Rua Bahia – antes
Rua Bahia - depois (05)
Rua Bahia – depois / Foto Luis Gomes

“O projeto foi um sucesso e virou referência no bairro de Higienópolis e desde então estamos realizando diversos projetos em edifícios antigos”, completou Ricky.

Rua Bahia - antes
Rua Bahia – antes
Foto: Luis Gomes
Rua Bahia – depois / Foto Luis Gomes

 

Mas porque reformar ao invés de criar algo novo?

Muitas vezes, uma reforma pode custar até mais do que uma nova construção. Porém, quando a intenção for a valorização e preservação de um patrimônio, o custo pode ser deixado de lado. Afinal, quando se trata de um retrofit parcial (como, por exemplo, somente o térreo de um edifício), a hipótese de uma obra nova nem mesmo pode ser considerada. Segundo Samy Dayan, comparando o retrofit parcial com o de um edifício completo, deve-se estudar a legislação, pois uma construção nova deve atender aos coeficientes de aproveitamento e taxas de ocupação definidos pelo zoneamento atual. Em uma construção antiga que está passando por um retrofit, a aprovação do projeto pode ser até mais simples. Por exemplo, em alguns casos se não houver aumento de área, basta uma comunicação de pequenas reformas. Ou, se teve o projeto aprovado numa época em que a legislação permitia um maior coeficiente de aproveitamento, tem direito adquirido sobre está área, enquanto um edifício novo teria que se ater aos novos coeficientes, resultando eventualmente num edifício menor.

“Todo edifício tem uma vida útil, e o retrofit torna-se necessário quando a construção está se aproximando desta data. Além disso, muitas vezes a área comum de um imóvel está bastante degradado e desvalorizado, enquanto o apartamento do morador é impecável. Este é um sinal de que chegou a hora de renovar”, finaliza Ricky Dayan.

E aí? Afim de “retrofitar”?


 

Samy e Ricky – Arquitetura e Interiores

Rua Baronesa de Itu, 610 – conj. 121 – Santa Cecília – São Paulo

Tel: (11)3661-7059 / (11)3664-7046

Site: www.samyericky.com.br

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